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Diálogos 1: Presidente de Empresa


Durante os últimos 6 meses, conversei com executivos de empresas sobre o desenvolvimento da Cultura Ética e Moral Organizacional. Foram Presidentes, CEO’s, Diretores de Governança, Compliance, RH, ESG entre outros. Durante as próximas semanas vou publicar esses diálogos (um resumo geral das conversas) nessa Newsletter. O objetivo aqui é mostrar como se desenvolvem essas narrativas comerciais para que todos entendam os argumentos e possam refletir sobre.


A primeira estória é um contato com um Presidente de uma empresa média, familiar que se profissionalizou há algum tempo e que vem enfrentando algumas dissonâncias em suas ações, em relação ao que falam e ao que fazem. Vamos ao diálogo:


Presidente: Olá Xiko, prazer em conhecê-lo. Por que você acredita que nossa empresa deva conhecer ética e moral com a profundidade que você descreve em seus artigos?

Xiko: Prazer em conhecê-lo também. Acredito que a compreensão profunda de ética e moral é essencial porque ajuda a orientar as decisões e ações de uma empresa, garantindo que estas estejam alinhadas não apenas com os interesses individuais, mas com o bem comum e a justiça social.


Presidente: Entendo. Mas de que maneira essa compreensão pode impactar diretamente o nosso negócio?

Xiko: A aplicação consistente de princípios éticos pode fortalecer a reputação da empresa, aumentar a confiança dos stakeholders e promover um ambiente de trabalho mais justo e equilibrado. Isso resulta em maior lealdade dos clientes e colaboradores, o que é crucial para a sustentabilidade a longo prazo.


Presidente: E como podemos garantir que esses princípios éticos sejam realmente integrados na cultura organizacional?

Xiko: Isso requer um compromisso contínuo da liderança e a criação de políticas e práticas que reflitam esses valores. Programas de formação, códigos de conduta claros e mecanismos de avaliação e accountability são fundamentais para enraizar a ética no dia a dia da empresa.


Presidente: Você mencionou programas de formação. Que tipo de conteúdo ou abordagem esses programas devem ter para serem eficazes?

Xiko: Os programas de formação devem abordar tanto os conceitos fundamentais de ética e moral quanto situações práticas que os colaboradores podem enfrentar. A combinação de teoria e estudos de caso reais ajuda a tornar a aprendizagem mais concreta e aplicável.


Presidente: Em sua opinião, como a ética pode ser mensurada dentro de uma empresa?

Xiko: A ética pode ser mensurada através de indicadores como a satisfação dos colaboradores, a transparência nos processos de tomada de decisão, a frequência e a resolução de denúncias de comportamento inadequado, e o impacto social das operações da empresa.


Presidente: Existe um risco de que a ênfase na ética e moral torne a empresa menos competitiva em um mercado agressivo?

Xiko: Pelo contrário, a ética pode ser uma vantagem competitiva. Empresas que operam de forma ética tendem a atrair e reter talentos, evitam problemas legais e reputacionais e cultivam uma base de clientes fiel. Além disso, a ética promove inovação responsável e sustentabilidade.


Presidente: Como podemos comunicar aos nossos clientes e ao mercado que nossa empresa valoriza e pratica a ética?

Xiko: A comunicação deve ser transparente e autêntica, utilizando canais como relatórios de sustentabilidade, campanhas de marketing ético e o envolvimento em iniciativas sociais. Mostrar exemplos concretos de práticas éticas também reforça a mensagem.


Presidente: E como a moral, entendida como normas e regras específicas, se diferencia da ética nesse contexto?

Xiko: Enquanto a ética estabelece princípios universais que orientam o bem comum, a moral se manifesta nas normas e regras específicas que regulam o comportamento dentro do contexto da empresa. As políticas internas, códigos de conduta e regulamentações externas são exemplos de como a moral se aplica.


Presidente: Para finalizar, qual seria o primeiro passo que você recomendaria para nossa empresa começar a integrar a ética e a moral de forma mais profunda?

Xiko: O primeiro passo é realizar uma avaliação ética completa da empresa, identificando áreas de força e de melhoria. A partir daí, desenvolver um plano de ação que inclua a formação dos colaboradores, a revisão de políticas internas e a implementação de mecanismos de monitoramento e avaliação contínua.


Presidente: Isso faz muito sentido. Você poderia preparar uma proposta detalhada para nós, incluindo valores e prazos realistas?

Xiko: Claro, será um prazer. Em relação aos prazos, é importante considerar que a eficácia da integração da ética e moral depende muito do repertório atual das pessoas na empresa. O sucesso do projeto está fortemente ligado ao nível de compreensão e compromisso dos colaboradores com esses conceitos. Inicialmente, farei uma proposta de três meses para a avaliação ética e implementação das primeiras ações. Ao final desse período, faremos uma nova avaliação para determinar os próximos passos, prazos e valores necessários para continuar aprofundando a integração da ética e moral na empresa.


Resumindo: É fundamental entender que a cultura ética e moral não deve ser tratada apenas como mais um conhecimento ou treinamento a ser implementado na empresa. A integração desses conceitos requer um compromisso profundo e contínuo, envolvendo toda a liderança e colaboradores. A ética e a moral precisam ser vivenciadas e debatidas regularmente para que possam ser praticadas de forma correta e efetiva. Ficar muito tempo sem abordar esses temas pode dificultar a adoção genuína e consistente de práticas éticas e morais, essenciais para o sucesso sustentável da empresa.


Xiko Acis | Provocador xk@xikocis.com.br  +55 11 96466-0184 Newsletter #110


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