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Eticista & Moralista


É muito comum ver, principalmente aqui no LinkedIn, organizações e pessoas se auto declararem éticas e/ou eticistas. Porém, é incomum ver organizações e pessoas se auto declararem morais e/ou moralistas.

Isso ocorre muito mais por desconhecimento dos conceitos de ética e moral do que pela vocação das pessoas e organizações. Talvez, se elas soubesses os conceitos corretos, não se auto declaravam éticas/eticistas ou se declaravam apenas morais/moralistas, ou melhor, nenhum dos dois.


Já pensou em conhecer um pouco mais sobre isso? O quanto praticar os conceitos certos ajudaria você e os demais? Vamos lá!

A filosofia virtuosa é um campo fértil para a reflexão sobre o comportamento humano, a moralidade e os princípios éticos que norteiam nossa conduta. No entanto, dentro desse vasto domínio, surgem duas abordagens distintas: a ética e a moral. Embora ambas estejam relacionadas ao nosso comportamento, elas se diferenciam em suas ênfases e aplicações, e é importante compreender essas diferenças para apreciar a riqueza da filosofia virtuosa contemporânea.


A Ética e o Eticista:

A ética é a busca pelo "bem comum" com uma perspectiva universal. Ela se preocupa em identificar princípios éticos que se aplicam a todas as pessoas, independentemente de sua cultura, religião ou contexto social. O eticista é o profissional especialista em ética, o filósofo, estudioso ou pensador que se dedica a explorar, desenvolver e promover esses princípios éticos universais.

O eticista analisa e debate teorias éticas, como o utilitarismo, o deontologismo e a ética das virtudes, em busca de uma compreensão mais profunda dos princípios e fundamentos virtuosos. Ele busca princípios que possam orientar as decisões e ações em diversas situações, buscando um consenso ético que transcenda barreiras culturais e individuais. Alguns filósofos notáveis que contribuíram para a ética incluem Immanuel Kant, John Stuart Mill e Aristóteles.


A Moral e o Moralista:

A moral, por outro lado, lida com o "certo" e o "errado" em um contexto mais singular e específico. Ela se baseia em normas morais particulares que podem variar de uma cultura para outra, de uma religião para outra ou mesmo de uma pessoa para outra. O moralista é alguém que aplica um conjunto específico de valores morais em situações concretas e frequentemente emite julgamentos morais com base nesses valores.

Os moralistas podem ser mais influenciados por considerações culturais, religiosas ou pessoais em suas decisões morais. Eles avaliam as ações à luz de regras morais rígidas (leis) ou de um sistema moral particular (combinados) que seguem estritamente. Importantes filósofos que se debruçaram sobre questões morais incluem Thomas Aquino, Jean-Jacques Rousseau e Søren Kierkegaard.


A Importância Atual:

Ambas as abordagens têm importância vital na sociedade atual. A ética fornece a estrutura para o debate sobre princípios virtuosos universais, essenciais para enfrentar desafios globais, como direitos humanos, justiça social e sustentabilidade. Ela nos ajuda a encontrar pontos em comum entre culturas diversas e a construir um terreno ético comum para a convivência pacífica.

Por sua vez, a moral não pode ser negligenciada, pois lida com as complexidades da vida cotidiana e oferece orientação moral em contextos específicos. Por vezes desatualizadas (leis/regras), ela, mesmo assim, nos ajuda a tomar decisões pessoais e a entender as nuances culturais que moldam nossos valores. Até mesmo a necessidade de atualizar essas regras no seu tempo.

Em suma, a distinção entre eticistas e moralistas é crucial para a compreensão da filosofia virtuosa contemporânea. Ambas as abordagens desempenham papéis complementares na busca por uma sociedade mais ética, moral e justa, combinando a busca por princípios universais com a compreensão das nuances individuais e culturais. Essa dualidade nos ajuda a navegar pelas complexidades da conduta humana e a construir um mundo virtualmente responsável e inclusivo.


O papel da moral na vida:
  • Pessoal: cumprir, manter e/ou rever, regras as quais se vinculou ou está submetido: constituição brasileira, leis federais, estaduais e municipais; regras e combinados estabelecidos por: familiares, condomínios, religião, clube, associação profissional, empresa etc. O não cumprimento, a pessoa se torna imoral. Respeitar as regras/leis de outras sociedades, instituições, culturas etc.

  • Empresarial: cumprir, manter e/ou rever, regras as quais está submetido: constituição brasileira, leis federais, estaduais e municipais; regras e combinados estabelecidos por e para colaboradores e demais stakeholders. O não cumprimento, a empresa e todos que trabalham nela, se tornam imorais. Respeitar as regras/leis de outras sociedades, instituições, culturas etc.

O papel da ética na vida:
  • Pessoal: refletir e avaliar se suas ações do dia a dia contribuem para o desenvolvimento de um mundo mais justo e equânime. Não examinar, de forma cotidiana as ações, o torna uma pessoa antiética.

  • Empresarial: refletir e avaliar se as ações do dia a dia da empresa, contribuem para o desenvolvimento de um mundo mais justo e equânime. Não examinar e discutir, de forma cotidiana, torna a empresa e todos que trabalham nela, antiéticos.

Se auto declarar uma empresa e/ou pessoa ética e/ou eticista, moral e/ou moralista, só faz sentido se a prática da filosofia virtuosa está presente. Em pouco tempo pessoas mais conscientes irão te cobrar:

Ei, você que é especialista em ética, o que você e sua empresa estão fazendo para o bem comum?
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