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O CEO, o Assédio e o “veja bem...”


O assédio, em todas as suas formas, é uma conduta inaceitável e violadora dos direitos humanos, independentemente de sua tipificação específica como "moral" ou "sexual". A própria definição de assédio evidencia sua natureza como uma quebra de conduta, exigindo ações firmes para combatê-lo e puni-lo. Seja qual for sua manifestação - moral, sexual, senhorio, eletrônico, virtual, judicial ou processual -, todas devem ser combatidas incisivamente.


A Imoralidade do Assédio:

Sob uma perspectiva moral, não é necessário categorizar o assédio como "moral" ou "sexual". O próprio termo "assédio" denota uma conduta que vai contra os princípios éticos e morais de uma sociedade. Portanto, sua imoralidade deve ser enfrentada e sancionada. É imprescindível compreender que qualquer forma de assédio é abominável, pois desrespeita a lei e a ordem estabelecida, assim como os valores fundamentais que regem a convivência humana.


A Falta de Respeito e a Dimensão Ética do Assédio:

Além de sua imoralidade, o assédio também é intrinsecamente antiético, pois sua essência é marcada pela ausência de respeito, um valor universalmente reconhecido. Ao assediar alguém, seja de forma moral, sexual ou de qualquer outra natureza, transgride-se o princípio básico da ética, que consiste em tratar o outro com dignidade, consideração e igualdade. O assédio é uma violação direta dos direitos e da integridade das pessoas, desafiando os pilares fundamentais da ética e da conduta socialmente aceitável.


O Papel do CEO, Presidente e afins:

A maioria dos assédios acontece nas organizações. É lá que o ímpeto humano mais perverso se manifesta. As estatísticas mostram que: o assediador é sempre “alguém” que tem um cargo mais elevado que o assediado. Esse “alguém” sucumbe ao poder que lhe foi dado e passa a ver as pessoas como “objeto” e não como “sujeito”. As trata como “meio” e não como “fim”. Verdadeiros predadores.


Se o líder maior da organização não for o próprio assediador, ele deve assumir um papel de protagonista no combate radical ao assédio. A maioria não faz isso e/ou delega para áreas da companhia. Fica apenas como coadjuvante.


Toda empresa, sem exceção, tem assediador e assediados. Por vezes isso não é uma postura constante e recorrente, mas acontece durante o tempo de vida da empresa. É aquele “chefe” que acordou estressado, por vários motivos particulares e, quando uma funcionário não faz o que deveria ter feito, ele acaba agindo com o “fígado” naquele nefasto dia. Ofensas saem da boca e o “assédio” acontece.


O que vem em seguida, geralmente, é: o assediador é advertido, pede desculpas ao assediado, em função do seu “dia de fúria”, e a vida segue. Tudo isso, geralmente feito pelos escalões abaixo do CEO, Presidente etc.

O Líder maior, geralmente, não se envolve. Mas é esse o papel que deve ter?


Se a organização preza pela Postura Ética e a Conduta Moral, o Líder não assumir para si a responsabilidade de conduzir todos os eventos que ferem a ética e moral, mostra que a companhia na verdade é antiética e imoral. Simples assim.


Quando dou consultoria sobre Cultura Ética e Moral Organizacional, principalmente para liderança, e informo qual deveria ser a posição de um Líder com Postura Ética e Conduta Moral prá valer, sempre escuto: “veja bem...”.


Os assédios e outras mazelas que acontecem nas organizações só vão terminar se o principal Líder assumir uma Postura Ética e uma Conduta Moral, o resto é “veja bem...“ e estória da carochinha.
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